12/02/2007

Coisas que não prometi que faria em 2007

Sempre gostei da estrada, sempre adorei viajar, mas era daquelas coisas que sempre adiava, por grana, ou por isso ou por aquilo. Pois bem, com 2007 aí resolvi que seria uma mochileira convicta, ou seja, não passaria vontade.

Lá fui eu, rumo a minha primeira aventura, e para coroar esse momento mágico, sublime, da Laura aventureira, eu deveria ir sozinha, carregar à duras penas a mochila o tempo inteiro. Se não, de que vale o ritual, não é mesmo minha gente? O destino? Resolvi encarar um que estava encruado. Logo lembrei de São Luis do Paraitinga, cidadezinha no Vale do Paraíba que eu conheceria há dois anos atrás, quando já havia até reservado pousada, mas não fui, não me perguntem porque.

Destino traçado, começou o martírio de ser uma "mochileira aventureira", característica minha com a qual meus entes mais próximos não estavam nem um pouco acostumados, nem eu. "Sozinha? O que você vai fazer lá sozinha?" Catzo, porque as pessoas têm esse preconceito todo com a solidão? "Ué, vou passar uns dias sozinha, conheçendo o lugar, investigando a cidade e a mim , qual é o problema?", repeti algumas vezes do alto de toda a minha segurança e independência, mesmo já cogitando não ir.

Mas foi chegada a hora da decisão. Precisava reservar a pousada e fazer o depósito. Feito isso, não teria mais volta. Noites solitárias, perrengues em lugares desconhecidos, enchentes, terremotos, terroristas, leões, tigres, maremotos! Socorro! Calma Laura, não é tudo isso, você é Marie Claire, e agora aventureira também, praticamente apresentadora do mochilão MTV. Imagina que legal, entrar na comunidade do orkut "eu viajo sozinha, e dai?". E outra, você esta precisando, ta querendo....não haverá tubarões em São Luis do Paraitinga, pacata cidadezinha do interior famosa por seu carnaval de rua e marchinhas, olha que simpatia, quase amor, Laura.

- Olá, dona Rosa, quero fazer minha reserva para quinta, sexta e sábado. Sim, estou indo no banco depositar metade. Sim, dona Rosa (semi-impaciente), é um quarto pra uma pessoa SÓ. (como as pessoas insistem nesse tema, não é mesmo?).



Pronto.

Duas horas até Taubaté, parada para pão de queijo com pingado na rodoviária e mais uma hora até meu destino. A estrada é algo pra se apreciar em silêncio. Estradinha bonita essa, podia até sentir o cheiro do mar (apesar da cidade ser na SERRA do mar). À meia-noite lá estava eu (com a alegria de ver estrelas e respirar ar puro misturada à dor nas costas), na terra das marchinhas e casas bucólicas.

Já tinha feito a coisa certa.

Ass: Laura Mochileira.

18/01/2007

Ressaca pós término de relacionamento

(tema, abordado ai em baixo também, mas não confundir catraca de canhão com conhaque de alcatrão)

Nada como um pequeno consumismo depois de terminar um relacionamento, arrastar a melhor amiga pro shopping e arrasar de comprar coisas que jamais compraria em sã consciência: aquela blusa lasciva que tava te olhando há tempos, a sandália com salto gigante que você cansa só de pensar em escalar, mas que te deixa muito mais elegante, aquele livro, aquele, um clássico da literatura russa de mais de 400 páginas que você ainda não tinha tido fôlego pra começar, com direito (pra acompanhar porque ninguém é de ferro) à pequenas crônicas das mulheres de Rubão. Depois de fazer as compras do ano, jantar no restaurante mexicano que nunca acontecia nos já velhos tempos para, posteriormente, se jogar no bolo de chocolate, pois já que não há relacionamento, resta o chocolate, queridas amigas. Ai, esses impulsos. Se o relacionamento foi um baby, um mini-relacionamento, melhor ainda, a ressaca nem é tão forte, o dinhero gasto é menor, e ainda há discernimento pra separar o que é uma boa oferta de uma grande furada.

28/11/2006

Amores líquidos

"O desvanecimento das habilidades de sociabilidade é reforçado e acelerado pela tendência, inspirado no estilo de vida consumista dominante, a tratar os outros seres humanos como objetos de consumo e a julgá-los, segundo o padrão desses objetos, pelo volume de prazer que provavelmente oferecem e em termos de seu "valor monetário". Na melhor das hipóteses, os outros são avaliados como companheiros na atividade essencialmente solitária do consumo, parceiros nas alegrias do consumo, cujas presença e participação ativa podem intensificar esses prazeres. Nesse processo, os valores intrínsecos dos outros como seres humanos singulares ( e assim também a preocupação com eles por si mesmos, e por essa singularidade) estão quase desaparecendo de vista. A solidariedade humana é a primeira baixa causada pelo triunfo do mercado consumidor."

Trecho de "Amor Líquido, sobre a fragilidade dos laços humanos" do sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

09/10/2006

Zumbi

Grafite por Pato e Jey, feito para a produção (Laura, Gledison, Rogério, Gabriel, Aldo) do clipe "Memorando" - Nação Zumbi, concurso Trama Universitário.

testeeeeeeeeee.

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